quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ligue o foda-se!

Eu realmente gostaria de saber o que está acontecendo com as pessoas. Será o estresse, ou a poluição, ou o alto preço dos combustíveis e imposto que pagamos? Não sei, não tem como precisar isso. Mas algo está acontecendo. Hoje em dia tudo é motivo para discussão, para briga, para estar de “um lado”.

Gente! Oquetápegano?




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Invente uma verdade

Com certeza em algum momento você recusou um convite qualquer e a pessoa achou que você estava dando alguma desculpa. Mesmo você falando a verdade. Ou, ela pode achar que você cria desculpas ou usa situações como muletas para evitar outras coisas.

Mas a verdade é que a pessoa não está na mesma situação que você, então não tem como entender ou saber, e por isso ela não se importa, não quer se importar. É mais fácil criar teorias ou achismos.

Como proceder?

Invente uma desculpa, então.

Se você diz a verdade e acham que você está usando de "desculpinhas", invente uma. Mas invente uma boa. E lembre-se de não esquecer do que foi dito, senão tudo cai por terra.

Ninguém liga mesmo, se você diz a verdade vão achar que é desculpa, então dê desculpa, vai que achem que é verdade. Não é?

Diga algo como seu cachorro criou oito patas, ou o Sílvio Santos te convidou para um café. Não precisa falar a verdade, não. As pessoas não se importam, não ligam se você está falando a verdade mesmo, então invente.

Mas lembre-se de ser algo legal, divertido, e mantenha. Seja firme até que você mesmo esteja convencido. Mas guarde a verdade para quem realmente se importa.

Você.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Aceite


Hoje eu te vi.
Você estava bem. Alegre. 
Estava com ela. Pareciam felizes. 
Pensei em passar ao lado. Falar um “Oi!”. 
Mas achei melhor não fazê-lo. Meus olhos se encheram de lágrimas, mas eu resisti. 
Ergui a cabeça e segui meu caminho. 

Acho que era o que faltava para eu aceitar. 
Mas como é difícil, não é? Aceitar algo que não entendemos. 
Apaguei todas suas fotos que eu ainda guardada. Todas. 
(sim, eu ainda tinha esperança)
Saí das redes sociais. Vou dar um tempo. 
Elas não mostram a realidade. São apenas cenários para personagens que criamos. 
Não quero mais viver um filme sem final feliz. 

Não temos controle nem mesmo em nossa própria vida, quanto mais na vida dos outros. 
Impossível fazer com que outra pessoa sinta o mesmo que eu sinto. Eu aceitei isso também. 
Se você mudou, houve um motivo. Ou nunca houve e eu me enganei esse tempo todo. 
Montei aquele cenário virtual em minha mente, esperando que fosse verdade. 
E não é. Nunca foi. E nunca será.

Resolvi aceitar, por mais doloroso que seja, que eu preciso seguir meu caminho. 
E se, por acaso, um dia o meu caminho voltar a cruzar com o seu. Eu quero estar diferente. 
E eu vou estar. 
Mas vou deixar isso tudo para amanhã.
Hoje eu quero apenas chorar. E pensar. 
Amanhã tudo recomeça. 
Amanhã será um novo dia. 

Isso eu aceitei também.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A culpa é somente dos políticos?

Claro que não é legal começar um texto assim. Logo no título uma pergunta. Mas, hoje em dia eu nem sei mais o que é legal ou não. Está tudo tão confuso que fica muito difícil saber o certo ou errado. Apesar que….. Dá para saber bem sim… Pelo menos nós, ditos racionais, teríamos que saber. Não é mesmo? (olha outra pergunta ai).

terça-feira, 4 de abril de 2017

Mudanças

Ele sempre gostava de brincar no seu quintal. Mas quintal era modo de falar, já que terreno, aos seus pequenos olhos, parecia interminável. Correr, sujar os pés, e a roupa, correr atrás dos animais, era o que mais gostava. Não tinha preocupações. Observava seus pais cuidar do plantio. Era tudo simples, mas lindo. 

Era comum encontrar frutas e caroços pelo chão. Em um desses dias ele resolveu plantar um dos caroços. O tempo passou, e uma pequena árvore cresceu. Quase sempre no mesmo horário ele estava lá, ao lado da “sua” árvore. Em uma dessas visitas um pássaro pousou e ficou encarando-o. O garoto, então, jogou umas migalhas para o pássaro que foi rapidamente pegá-las. Após esse dia, era costumeiro o pássaro visitá-lo no mesmo horário. Ele o encarava, e ganhava migalhas. Por dias a fio foi assim.

Mas a vida corre, e um dia, o menino deixou de ser menino e queria alçar outros voos. Então, decidiu que era hora de ir. Deixou tudo para trás. A imensidão de terra. As frutas. A tranquilidade e principalmente sua árvore e seu pássaro.

Um dia aquele pássaro retorna. Pousa e procura o rapaz para encará-lo novamente. Mas não o encontrou. Voltou por dias e dias. E nada. A árvore, que estava tão linda, agora tinha suas folhas caídas, não havia mais frutos e seu tronco estava secando. Nem resquícios daqueles dias onde ela bela e promissora.

Depois que o menino cresceu, as coisas mudaram. O que era importante não era mais. O que era imenso se tornou pequeno e ele precisava de mais. O pássaro e a árvore deixaram de ser o seu mundo. Ele precisava de uma floresta, precisava de um bando. E tudo aquilo, que era importante, simplesmente foi deixado para trás.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Você tem sede de quê?

No ano de 1987 a banda Titãs fazia as seguintes perguntas:

Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?

E eles seguiam dizendo:

A gente não quer só comida 
A gente quer comida 
Diversão e arte

Hoje, exatos trinta anos depois e com as redes sociais ditando as regras, eu faço essa pergunta à você, amigo leitor: “Você tem sede de quê?”

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Limão



Recostar-me num balcão de bar
Em qualquer lugar
Pedir um conhaque
-e limão espremido à parte
E começar a contar,
Para quem quisesse escutar,
Sobre meus fracassos, derrotas e ilusões
Sonhos, delírios e pretensões
Sentimentos confusos e às avessas
Apenas contar; dizer; desabafar sem pressa.
Pedir outro conhaque - e mais limão
Para lembrara a acidez da vida
O conhaque, para que fugir da realidade
Para, assim, ter ou criar coragem falar sobre adversidade
Sem que julguem-me, condenem-me ou olhem-me com olhares tortos
E, ao final de alguns conhaques, limões e pensamentos absortos
Levantar-me, pagar a conta, agradecer e ouvir, ao fundo, um singelo
"Vá em paz, irmão fraterno".