quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ligue o foda-se!

Eu realmente gostaria de saber o que está acontecendo com as pessoas. Será o estresse, ou a poluição, ou o alto preço dos combustíveis e imposto que pagamos? Não sei, não tem como precisar isso. Mas algo está acontecendo. Hoje em dia tudo é motivo para discussão, para briga, para estar de “um lado”.

Gente! Oquetápegano?





Moro em condomínio. E o condomínio não passa de uma mini-sociedade, e como tal, precisa de regras e normas. Isso é claro e notório e todos (ou quase) concordamos, certo? Pois, bem. Dias atrás, vi uns meninos de bicicleta em um local não muito apropriado. É uma extensão da calçada, que forma um pequeno morrinho - acho que deu pra entender - todo gramado. Eles subiam de bicicleta e desciam no embalo, como fazíamos com pedaços de papelão nos morros. Só que que eles desciam e paravam no meio da rua. Nem preciso dizer que isso é perigoso por vários aspectos. 

Da minha janela eu via a cena, tirei umas fotos e postei no grupo do Facebook (sempre ele? ) do condomínio, mas não falei nada demais. Não condenei, não xinguei, nada. Apenas alertei que era perigoso. Eu entendo que são crianças, eu já fui uma (pode não parecer, mas fui), e tenho uma. Mas se acontece algo no momento que um carro passe, vai que um dos garotos bata no carro ou caia na frente. É imprevisível.

Pelo menos a minha intenção foi essa. Alertar… Mas nem todo mundo pareceu entender ou querer entender. Sempre aparece alguém para condenar e outro para absolver. 


“Pois, são crianças e elas devem fazer o que quiserem, já que o condomínio é delas os carros devem respeitar.”
“Onde estão os responsáveis? Essas crianças não podem ficar fazendo o que bem entendem. Há regras, há áreas que não são permitidas para bicicletas. Se acontece algo, quem será responsabilizado?”
“Mas você não tem filho, não tem o direito de falar. Não entende nada!”
“Eu tenho filho e discordo/concordo”
“Então quer dizer que eu posso passear com meu cachorro e deixá-lo fazer o que quiser defecando na frente da casa dos outros sem problema algum?”, na clara alusão da criança ser um cachorro e poder fazer o que quiser. Sim, rolou algo assim.




As frases não foram essas, eu não lembro de tudo, e para evitar mais discussão eu deletei meu post. Antes de deletá-lo, comentei dizendo que eu não tinha intenção de gerar discussão e sim um alerta. Deixei por alguns minutos e exclui. Simples assim.

O que eu não entendo é o seguinte: O que está acontecendo que qualquer coisa vira motivo de discussão ferrenha, cada um quer ter mais razão que outro, cada um quer falar mais que outro. E até mesmo assuntos completamente irrelevantes são colocados em pauta fazendo com que a discussão aumente ainda mais (nem contei quantas palavras “discussão” escrevi até aqui). Desde uma folha que cai da árvore até o destino do planeta nas mãos de apenas seis famílias, passando pela terra plana são motivos de intermináveis posts, reposts, re-re-reposts, e comentários cada vez mais enérgicos. 



Calma gente! Será que o caminho é esse mesmo? Será que seríamos assim sem as redes sociais ou toda essa tecnologia? Será mesmo que não podemos entender e respeitar a opinião/comentário do amiguinho? Nesse caso, vizinhos? Sem dúvidas que podemos argumentar, podemos discutir, mas será que temos mesmo que elevar o tom e baixar o nível?

Por essas e por outras, que acho que o melhor é “Ligar o Foda-se”. Sério mesmo. O que adianta nos importamos com algo, se os outros estão preocupados em discutir ou querer provar algo ou ser alguém? Foda-se, então.
Repita comigo, fale em alto e bom tom: FOOO-DAAA-SSSE!


Olha, estão subindo na árvore e vão cair: Foda-se.

Estamos sendo enganados pelos políticos: Foda-se.

Mas olha, ele mudou de faixa sem dar a seta e quase bateu em mim: Foda-se.

Ah, fiz de tudo e ela não quer mais nada comigo: Foda-se.


Para que se estressar ainda mais por causa dos outros. Torça para que o circo pegue fogo, os bombeiros estejam de greve, daí você filma e posta nas redes sociais. Não é fantástico?

É estranho eu falar isso? Soa egoísta ou mal educado? Por ser. Mas me diga se há outra coisa a ser feita diante disso. Se você reclama: é chato. Se fala mal: é descontente. Se vai tentar ajudar: é enxerido. Se não fala: é antissocial. Se fala: devia ter ficado quieto. E por aí vai.

Então, nada mais libertador que um belo de um Foda-se!

Tente você também.


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